quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sucata Eletrônica. Perigo para a Natureza, Negócio de Ouro para muita gente.

by Roberto M.
Hoje em dia, quando se compra algum produto eletrônico, compra-se sabendo que no dia seguinte ele já estará ultrapassado. A evolução tecnológica é tão grande e tão rápida, que não dá tempo de se comprar uma novidade que outra mais moderna já está pronta para circular. Cada vez mais, as pessoas descartam seus eletrônicos antigos para adquirir um mais recente.
Devido a isso, um grande problema surgiu: onde colocar, qual o destino dessa sucata eletrônica?
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) 50 milhões de toneladas desse tipo de lixo, são gerados no mundo anualmente.
Nos Estados Unidos, por exemplo, 300 milhões de aparelhos eletrônicos são jogados no lixo por ano sendo que 60% deles ainda funcionam.
Ecologicamente falando, é o caos. Plásticos de carcaças de computador levam séculos para se decompor na natureza, circuitos impressos contém metais pesados (mercúrio, chumbo, cádmio, berílio) que são extremamente tóxicos, pilhas e baterias demoram mais de cinco séculos para se decompor.
A Europa e os Estados Unidos, que são os maiores geradores de lixo eletrônico do mundo, têm um problema seriíssimo. E esse problema só não é mais sério, devido a uma característica interessante dessa sucata: existe mais ouro em mil quilos de computadores do que em 17 toneladas de minério de ouro; existe 40 vezes mais cobre nas placas de circuitos eletrônicos do que no minério de cobre. É por isso que 70% da sucata produzida por eles são enviadas para a China gratuitamente.
Uma cidade do litoral chinês, Guiyu, tem como principal atividade econômica o garimpo do lixo eletrônico. Essa cidade, com uma população de 150 000 habitantes, tem 80% dos moradores (idosos e crianças inclusive) envolvidos em esmiuçar essa sucata na busca de metais (ouro, cobre, aço) para revender.
Essa recuperação é feita de maneira bem rudimentar, liberando gases tóxicos no derretimento do PVC das carcaças e contaminando o solo com metais pesados. Estudos indicam que num raio de 50 km da cidade, não resta uma só fonte de água potável.
Entretanto, esse está sendo um negócio tão rentável para os recicladores, que além dos chineses, outros países (Índia e Nigéria, por exemplo) já passaram a ter interesse nos carregamentos desse lixo dourado.
Resumo: o que fazer com lixo eletrônico, reciclagem de material eletrônico, avanço tecnológico, malefícios para a natureza, sustentabilidade, ecologia, qual o destino dos computadores velhos, reciclagem de computadores

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