terça-feira, 26 de abril de 2011

As plantas carnívoras e suas armadilhas

by Gabriel M.
A existência de animais herbívoros, que se alimentam de plantas, é muito comum. É só ligar num desses programas de documentários que é possível ver centenas deles. Agora, o fato de plantas devorarem animais é, no mínimo, surpreendente.  
 Bem, essa é a vida das plantas carnívoras.
Obviamente, não se trata de seres caçadores, dotados de velocidade extrema ou de dentes afiadíssimos, capazes de destroçar uma presa. 

Elas possuem uma ferocidade passiva, já que, ao invés de ir até o alimento, atraem o alimento até elas, prendem-no e fazem sua digestão.
Até hoje, nunca se ouviu falar de uma planta carnívora que tenha engolido uma pessoa. 

Geralmente elas têm mais interesse em insetos e organismos pequenos.
Mas esse apetite todo tem um objetivo: complementar a alimentação da planta, que não consegue se satisfazer apenas com os elementos encontrados no solo.
Para atrair as suas presas, as plantas carnívoras podem apresentar cores fortes ou cheiro de néctar, assim como fazem as flores comuns para atrair agentes polinizadores.

Algumas espécies, como as do gênero Drosera, possuem folhas cobertas de gotículas de um líquido viscoso, que refletem a luz do sol e atraem insetos voadores, que são digeridos pela própria folha, graças a esse líquido.


Plantas do gênero Dionaea, por exemplo, possuem folhas que se fecham hermeticamente logo que sua presa pousa nelas, como se fosse uma jaula. 



Espécies do gênero Nepenthes apresentam ascídios, que nada mais são do que folhas modificadas ocas e repletas de um líquido digestivo. As presas são atraídas pelo cheiro deste líquido, penetram no ascídio e são impedidas de sair. Este gênero é o que possui as maiores espécies de plantas carnívoras, podendo ser tão grandes que são capazes de digerir insetos, aranhas, ratos, rãs e até pequenos pássaros. 


Após a digestão de sua presa, a planta, saciada, completa sua alimentação e volta para sua vida de planta, como se fosse um vegetal comum, até a hora do próximo banquete.
Bibliografia: Enciclopédia O saber em cores – botânica - 6ª Edição - Ed.Maltese/Melhoramentos
 
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